sábado, 9 de junho de 2012

Demóstenes Torres, o bode expiatório da vez


Antonio José de Pinho*


Está cada vez mais próximo o julgamento do maior caso de corrupção da história do Brasil. Após esses anos de espera, veremos que destino terão os famosos mensaleiros. O PT de José Dirceu e quadrilha conseguiu a proeza de institucionalizar a corrupção, montando um sofisticado esquema de arrecadação e distribuição de propinas. Foi dessa forma que o PT conseguiu construir sua maioria no congresso, pagando um “salário extra” com dinheiro sujo. Foi dessa maneira, investindo rios de dinheiro que os comunistas do PT destruíram a direita.

Após 8 anos no purgatório, durante o governo Lula, a direita foi se esvaziando gradativamente, até praticamente morrer. Lula em seus discursos insistia na fantasiosa história de “uma herança maldita” a ser vencida. Tal herança era simplesmente uma democracia que estava entrando numa fase de amadurecimento, tomando o rumo do neo-liberalismo (que prega o estado mínimo e o não intervencionismo estatal na economia), portanto, uma nação compromissada com o capitalismo e com o desenvolvimento.

Todas as nações ricas são capitalistas, isso é fato. É perigoso ver como o Brasil (junto com toda a América Latina) é novamente invadido por comunistas. Infelizmente de tanto repetir mentiras, Lula realmente convenceu o povo que havia uma “herança maldita” deixada pela direita. Lula reescreveu a história do Brasil, dando a entender em seus discursos que o PT criou tudo o que há de belo e bom no Brasil. Reconstruíram para melhor a nação, é o que pensava Lula e sua quadrilha. Desenhou-se como salvador da pátria. O resultado de tudo isso foi a progressiva desmontagem do Estado democrático, que hoje está totalmente infiltrado por agentes comunistas, que nenhum compromisso têm com os valores democráticos e as liberdades individuais.

O golpe final sobre a direita foi a criação do PSD, por Gilberto Kassab, que declarou sem medir palavras que o novo partido não era "nem de esquerda nem de direita". Sejamos claros: o PSD é uma aberração política, não tem ideologia e está pronto para apoiar quem estiver no poder, se isso render benefícios pessoais a seus integrantes. Agora o PSD alinha-se ao governo bolchevique petista. O fato é que o PSD levou grande parte dos membros do Democratas. Ora, quem não sabe que o PSD é obra planejada dentro dos núcleos comunistas do PT para acabar com a oposição? Isto está na cara, basta ter olhos para ver.

Agora dão “a última facada no defunto”. Conseguem pintar uma escandalosa relação corrupta entre o senador Demóstenes Torres, um dos grandes nomes da direita atual, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. A Polícia Federal grampeou o telefone do senador, e gravou falas de Demóstenes com Cachoeira. Na matéria publicada no último número da revista Veja, sobre o caso, estão reproduzidos trechos (muito editados, diga-se de passagem) da transcrição dos diálogos que os dois mantiveram. Para falar a verdade, a mídia, maldosamente, está fazendo um estardalhaço maior que os fatos. Nos trechos publicados não vejo nada de escandaloso. Não há a negociação de porcentagens de propinas em licitações, por exemplo. São conversas de duas pessoas tratando de assuntos particulares, nada mais. É muita hipocrisia querer crucificar alguém por manter contatos com um bicheiro. São contatos de amizade, sem implicações políticas.

Eu não vejo o jogo do bicho como um grave crime, nem como pequeno delito. O único crime dos bicheiros é que eles não pagam os impostos (exorbitantes) ao governo. E a mídia se “esquece” que o jogo do bicho gera milhares de empregos no Brasil. Pessoas que trabalham e ganham seu dinheiro sem prejudicar ninguém. As pessoas, que jogam no bicho, o fazem voluntariamente, como quando jogam numa loteria da Caixa Econômica, e nesse caso, com muito menos chances de ganhar algo.

Desconfio (como tenho direito) das pessoas da Polícia Federal que fizeram isso com Demóstenes. É vergonhoso vasculhar a intimidade de uma pessoa com a clara intenção de lançar calúnias na mídia, que hoje é claramente de esquerda. Os policiais – ou seus superiores - e os juízes que estão por trás disso devem muito bem também ser esquerdistas financiados pelo PT, esperando a primeira oportunidade para acabar com os resquícios de política conservadora. Obviamente estão tendo sucesso. A ouvidoria da Polícia Federal tem que investigar a vida financeira dos policiais envolvidos nesta operação. Certamente vão encontrar coisas muito podres aí.

Será um truísmo dizer que o caso Demóstenes Torres foi ridiculamente criado num momento muito oportuno, com o único objetivo de desviar os holofotes da mídia sobre o julgamento do Mensalão – além de ser mais um golpe com a intenção de minar com os resquícios de direita nesse país. O que é mais um argumento para colocar em descrédito tudo o que estão publicando sobre Demóstenes.

Eu me pergunto: o que acontecerá com Palocci e Dirceu, que atualmente ganham fortunas em “consultorias”, nas quais vendem licitações do governo federal a empresários, em troca de gordas comissões? É o dinheiro público indo para o ralo.

Com um congresso tomado de comunistas, e um Supremo também de comunistas, creio que nenhuma punição vão ter esses bandidos. Por outro lado, Demóstenes, nunca pego em ato de corrupção, que agora foi gravado falando com um bicheiro, é colocado injustamente num inferno político. Já está fora do Democratas, e creio que é quase certa sua cassação - claro que milagres existem, muito mais quando o povo protesta. Não posso esperar outra coisa, se for pensar no tipo de político que o cerca em Brasília. A honestidade passa por crime em terra de bandidos. Um conselho de ética infestado de bandidos e esquerdistas não deixará passar a chance de “se livrar” de um defensor da democracia e das liberdades, sejam individuais ou econômicas.

Como a esperança é a última a ir para o cemitério, esperemos que se faça a justiça (palavra que tem se tornado um arcaísmo no português falado no Brasil). Que Demóstenes possa concluir seu mandato, se sua postura continuar se mostrando correta, como atualmente.

Agora só devemos esperar que algum raio de lucidez desperte num grupo organizado de conservadores, na tentativa da erradicação completa do comunismo infiltrado na máquina do Estado, salvando seu caráter democrático.

O que faltou dizer 
Dia 3 de abril de 2012, publiquei em meu blog um artigo sobre o caso Demóstenes. No dia seguinte saíram novas informações na mídia. Divulgou-se que as gravações foram feitas de modo ilegal. Como prevê a lei, gravações feitas sem autorização judicial, num processo, não possuem validade como provas de acusação. Diante desses novos fatos só há uma coisa a se falar: tudo o que a mídia e o governo estão fazendo contra o senador Demóstenes é um grave crime de calúnia. A Polícia Federal ficou inimagináveis três anos vigiando a vida desse político, e agora, num momento mais que oportuno, às vésperas do julgamento do mensalão, criam todo esse circo, fazendo vazar, num ato de banditismo descarado, os diálogos com Cachoeira.


Nada disso me provoca surpresa, pois esse não é o país do Big Brother?

Texto originalmente publicado em Cibercrônicas.

* É Mestre em Linguística pela UFSC, Bacharel em Letras e cronista, publicando seus textos em Cibercrônicas.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cada Supremo tem o Lula que merece


José Maria e Silva*


Os ministros do Supremo Tribunal Federal — especialmente Gilmar Mendes — precisam tomar cuidado com Lula da Silva, o Zumbi do Planalto, que não desencarna da Presidência. No confronto entre o palanque e a toga, o palanque sempre vence.
São as próprias fragilidades do Judiciário que lhe abrem o flanco para os ataques que sofre.

Ao fazer a apologia de Sócrates, Platão afirma que “o juiz não é nomeado pa­ra fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis”. Essa afirmação do filósofo grego contraria o pensamento dominante no Brasil da Era Lula, em que a lei é oprimida por uma esquizofrênica bipolaridade jurídica: ora é vista como um obstáculo à realização da justiça, ora é tratada como um manifesto revolucionário dos injustiçados. Uma coisa não contradiz  a outra e, frequentemente, os que acusam as leis vigentes de não serem capazes de fazer justiça são os mesmos que escrevem leis utópicas na esperança de erradicar o mal do mundo.

Essa tendência, que remonta ao direito ibérico de Portugal e Espanha, tornou-se hegemônica com o totalitarismo ideológico que a esquerda exerce nas universidades, subjugando até as faculdades de direito, outrora consideradas baraços e cutelos do Estado capitalista. Dois episódios recentes da República comprovam esse fenômeno: de um lado, a Comissão de Juristas instituída pelo Senado Federal, que pretende submeter o destino da nação à vontade tortuosa das minorias de proveta; de outro lado, a  contenda entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ganhou as manchetes dos jornais.

A Comissão de Juristas do Senado é uma espécie de grêmio livre jurídico, que tenta impor à nação todas as teses supostamente progressistas da esquerda, começando pela criminalização da “homofobia”, a ficção gay que já virou ditadura legal. E, pode não parecer, mas essa comissão é apenas uma das muitas facetas do danoso protagonismo jurídico por que passa o Brasil, do qual a reação do ministro Gilmar Mendes à pressão do ex-presidente Lula da Silva (para que seja adiado o julgamento do mensalão) é apenas o sintoma atual — ainda que não menos recorrente na história do Brasil.

A pressão do Executivo sobre o Judiciário é uma caraterística basilar da República brasileira, que nasceu de um golpe e se consolidou com o arbítrio — a ditadura do Estado Novo, protagonizada pelo presidente civil Getúlio Vargas, mas sustentada por militares, pois não existe ditadura sem o concurso das armas. Ao pressionar ministros do Supremo para que eles não julguem o caso do mensalão neste ano, visando proteger seus companheiros de partido, Lula retoma uma danosa tradição brasileira que remete aos primórdios da República, com a ditadura de Floriano Peixoto, e ainda age desbragadamente, como um velho coronel da Primeira República. Nunca antes na história deste país, um político conseguiu ser tão reacionário no justo instante em que proclama revoluções por minuto, como faz Lula.

Retrocesso republicano
O Supremo Tribunal Federal já começou mal. Ele foi idealizado pela mente democrática do imperador Dom Pedro II, mas acabou sendo instalado sob o tacão da caserna, numa República militarizada. Em julho de 1889, meses antes de ser deposto, o imperador designou Salvador de Mendonça (1841-1913) e Lafayette Rodrigues Pereira para cumprirem uma missão oficial nos Estados Unidos, e lhes recomendou: “Estudem com todo cuidado a organização do Supremo Tribunal de Justiça de Washington. Creio que nas funções da Corte Suprema está o segredo do bom funcionamento da Constituição norte-americana”.

Dom Pedro II disse mais aos dois interlocutores antes de despachá-los para Washington: “Entre nós as coisas não vão bem, e parece-me que se pudéssemos criar aqui um tribunal igual ao norte-americano, e transferir para ele as atribuições do Poder Moderador da nossa Constituição, ficaria esta bem melhor”. Entretanto, quatro meses depois, Dom Pedro II foi deposto. Lafayette Pereira, que tinha sido republicano quando mais jovem, manteve-se fiel ao governo monárquico e se recusou a permanecer no posto diplomático sob a República. Já Salvador de Mendonça foi um entusiasta do novo regime e atuou decisivamente para que Washington reconhecesse o novo governo.

Mas não foi exatamente uma traição à monarquia deposta. Salvador de Mendonça já era um propagandista da República desde a juventude e foi convidado por Dom Pedro II para integrar o governo monárquico, porque essa era uma prática recorrente do imperador. Nesse ponto, o imperador era muito mais democrático do que Lula da Silva e, mesmo encarnando o poder divino que todo monarca representa, não se deixava confundir com o Estado brasileiro, como faz o petista mesmo fora do poder. Os republicanos se faziam representar no gabinete do governo imperial, sem precisar abdicar do seu credo, como foi o caso de Salvador de Mendonça. Nesse aspecto a tentativa de aparelhamento do Estado por parte do PT é um retrocesso não só em relação a Fernando Henrique Cardoso, mas até em relação a Dom Pedro II.

Por isso, a pressão que Lula tenta exercer sobre os ministros do Supremo — segundo os diversos relatos de Gilmar Mendes à imprensa — se assemelha ao poder discricionário com que o ditador Floriano Peixoto desrespeitava a Constituição e seus intérpretes, governando mediante a decretação, por diversas vezes, do estado de sítio, sob o pretexto de que precisava enfrentar a Revolta da Armada e a Revolução Federalista. No início de 1892, por exemplo, Floriano Peixoto não cumpriu os habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal beneficiando presos políticos acusados de conspirar contra o governo. Num desses atos de desobediência chegou a enviar mensagem ao STF alegando erro dos ministros da Corte na concessão do benefício.

Imoralidade da retórica
Mas a harmônica divisão de poderes da República idealizada por Montesquieu não chega a ser perfeita em lugar nenhum do mundo. Em sua obra inacabada “História do Supremo Tribunal Federal”, em quatro tomos, que abrange do nascimento do STF em 1891 até 1963, a jurista Leda Boechat Rodrigues, afirma que o Supremo Tribunal Federal “enfrentou dias difíceis desde o seu segundo ano de existência” e observa que os constituintes de 1891 procuraram definir expressamente sua competência constitucional, “alertados pela experiência americana de interferência dos Poderes Executivo e Legislativo nos trabalhos da Corte Suprema, através do aumento e diminuição de seus juízes e da maior ou menor extensão de sua competência — especialmente no período de Reconstrução que se seguiu à Guerra Civil”.

A diferença em relação ao Brasil é que, aqui, as pressões políticas sobre o Supremo ocorrem durante todo o tempo, mesmo porque o país há mais de século não vivencia guerras, salvo as batalhas políticas localizadas em torno dos governos estaduais durante a Primeira República, como o bombardeio de Manaus, durante 10 horas, por tropas do Exército e da Marinha, em 8 de outubro de 1910, e o bombardeio de Sal­vador, por parte do Exército, em 10 de janeiro de 1912, que reduziu a cinzas a Biblioteca Pública Estadual da Bahia e atingiu vários edifícios próximos, inclusive o Palácio do Governo. Esses entreveros resultavam quase sempre da tentativa da Justiça Federal de fazer cumprir determinadas decisões que davam ganho de causa a uma das facções estaduais em disputa, descontentando a outra e provocando a intervenção federal.

Rui Barbosa, no alvorecer da República, já se preocupava com a fragilidade do Judiciário brasileiro e, certa feita, alertou num discurso:

“Se a política não recuar diante desta casa sagrada, em torno da qual marulha furiosa desde o seu começo; se os governos não se compenetrarem que na vossa independência [do Supremo] consiste a sua maior força, a grande força do princípio da autoridade civil; se os homens de Estado não se convencerem de que o que se passa aqui dentro é inviolável como os mistérios do culto; se os partidos não cessarem de considerar inocentes e impenetráveis sob os tênues véus dos artifícios políticos as suas conspirações contra a consciência judiciária, ai de nós! Porque em verdade vos digo, não haverá quem nos salve. O sino da liberdade não terá de dobrar sobre o sepulcro dos juízes, mas sobre o ignominioso trespasse da Re­pública, contra a qual, nas mãos da nação revoltada pela falta de justiça, se levantarão as pedras das ruas.”


Essas palavras foram pronunciadas por Rui Barbosa em 26 de março de 1898, um sábado, ao impetrar um habeas corpus no Supremo Tribunal Fe­deral. Como se antecipasse a prolixidade de Lula e Fidel Castro, seu discurso tinha 84 laudas e durou das 13h30 às 16h50, arrastando-se por 3 horas e 20 minutos. Esse detalhe aparentemente desimportante é revelador do caráter da Justiça brasileira. E, pode não parecer, mas ele também está na raiz dos R$ 15 milhões cobrados pelo advogado Márcio Tho­maz Bastos para defender o bicheiro Carlos Cachoeira.

O que pode haver de tão importante na defesa de um determinado réu que sejam necessárias 84 laudas para ser dito, como parecia acreditar Rui Barbosa? Essa doentia obsessão do nosso maior jurista pela prolixidade é reveladora do principal traço de caráter do direito brasileiro — a retórica patológica de seu DNA lusitano. É essa retórica que corrompe a Justiça. Que crime neste mundo gera um custo material e intelectual para sua defesa capaz de exigir honorários de R$ 15 milhões de reais? Eis uma atividade cujo lucro supera proporcionalmente o de qualquer tubarão das finanças no mundo em qualquer tempo. E esse lucro é facilitado pelo cipoal de leis inúteis, que não buscam fazer justiça, mas enganá-la.

Descompromisso com a nação
É óbvio que o direito, assim como o jornalismo, tem como alicerce a palavra e guarda semelhanças com a literatura. Há uma incontornável dimensão metalinguística nessas atividades, o que torna inevitável o concurso da retórica quando de seu pleno exercício. Mas a eloquência deve bordar as imagens, com precisão e sobriedade, para exprimir ideias — ou vai se perder nas lantejoulas da retórica que sufoca o entendimento. Como ensina o padre Antonio Vieira, no célebre tratado poético que é o “Sermão da Se­xagésima”, “o pregar há-de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja”. Ele recomenda que o sermão (e podemos acrescentar: qualquer texto) deve ser ordenado como as estrelas, pois nelas “o rústico acha documentos para sua lavoura e o mareante para sua navegação e o matemático para as suas observações e para os seus juízos”. Portanto, conclui Vieira, “o estilo pode ser muito claro e muito alto; tão claro que o entendam os que não sabem e tão alto que tenham muito que entender os que sabem”.

Infelizmente, o direito brasileiro — e, por consequência, as leis que produz — seguiu o caminho oposto ao indicado por aquele grande gênio da língua portuguesa. Toda a Justiça brasileira se assenta na retórica e sufoca a vida da nação em palavras vãs. Se no tempo de Rui Barbosa as sessões do Supremo eram tertúlias literárias, com as metáforas sufocando a lógica, hoje, elas se tornaram tertúlias acadêmicas, em que a linguagem bizantina da ciência universitária, adotada pela maioria dos ministros, finge ser conhecimento, quando não passa de vaidade. E a lógica, a verdade, o compromisso com a nação (que não se confunde com populismo) continuam tão esquecidos quanto sempre foram.

Sim, são as próprias fragilidades do Judiciário que lhe abrem o flanco para os ataques que sofre. Foi o que se viu, por exemplo, com a Revolução de 30, quando os tenentes vitoriosos chegaram ao poder e, no dizer do ministro Pires e Albuquerque, resolveram exercitar o “humaníssimo sentimento de vingança”, voltando-se contra o STF que lhes negara habeas corpus quando estavam sendo perseguidos pelo governo nas revoltas de 1922, 1924 e 1927. Em 18 de fevereiro de 1931, o governo provisório liderado por Getúlio Vargas diminuiu os vencimentos dos ministros do STF e demitiu seis deles. O pretexto para a demissão era a doença de alguns e a aposentadoria de outros. Em relação à maioria dos ministros, não era verdade, mas havia um caso de ministro quase completamente surdo, o presidente da Corte, Godofredo Cunha, que precisava de dois auxiliares para ajudá-lo a entender o que diziam os demais. Tanto que um de seus colegas, o ministro Edmundo Lins, segundo nota de uma revista jurídica da época, atribuiu “à surdez do presidente equívocos lamentáveis de Sua Excelência”.

Mais sintomático da fragilidade do Judiciário brasileiro foi o caso do ministro Hermenegildo Barros, que redigiu e pronunciou um longo protesto contra a aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo determinada por Vargas. “Nenhum ministro, digno da investidura, poder-se-á considerar garantido na situação em que se encontra, presentemente, o Supremo Tribunal Federal, que não tem, não pode ter independência e viverá exclusivamente da magnanimidade do Governo Provisório”. E disse mais: “Pela minha parte, declaro que não tenho honra nenhuma em fazer parte deste Tribunal, assim desprestigiado, vilipendiado, humilhado, e é com vexame e constrangimento que ocupo esta cadeira de espinhos, para a qual estarão voltadas as vistas dos assistentes, na dúvida de que aqui esteja um juiz capaz de cumprir com o seu dever”.

Zumbi do Planalto
A exemplo do que ocorre hoje com Gilmar Mendes, o desabafo público de Hermenegildo Barros dividiu opiniões: enquanto parte da imprensa elogiava sua coragem, os jornais governistas o criticavam. O “Diário de Notícias” de São Paulo, em sua edição de 26 de fevereiro de 1931, elogiou suas “palavras de fogo”, afirmando que se tratava da “figura de um grande magistrado, de raras tradições de independência e cultura, que se ergue, fraco, contra o arbítrio, que o pode fulminar também, mas enormemente forte pelo desassombro e a justiça de seu gesto”.

A resposta do Executivo veio através do ministro da Justiça, Oswaldo Aranha, que, numa reportagem do jornal “O Globo”, revelou que estava sendo solicitada ao governo a nomeação de um genro de Hermenegildo Barros e que o pedido fora feito não só por um amigo do ministro (posteriormente identificado como Afrânio de Mello Franco, que integrava o governo Vargas), mas também por outros interessados (que, se soube depois, eram a mulher e a filha do próprio ministro do Supremo). O pedido de emprego, segundo Oswaldo Aranha, foi negado, pois o governo não contratava parentes de autoridades do Executivo ou do Judiciário.

Como o ministro Hermenegildo Barros negou que tivesse pedido emprego para o genro, a polêmica continuou nos jornais e Oswaldo Aranha voltou à carga revelando que “não lhe causara surpresa o protesto do Sr. Hermenegildo Barros, pois, depois de ter recusado o recebimento de vencimentos elevados pelo Congresso, foi recebê-los no Tesouro, não somente 8 contos do exercício, mas 54 contos de exercícios findos, sem que tivesse sido aberto pelo Congresso o crédito especial para esse fim”. Como se vê, o polêmico recebimento de gordas remunerações extras pelos magistrados brasileiros é um mal que acompanha historicamente os tribunais. E o Executivo sempre soube explorar essas fragilidades do Judiciário.

Por isso, os ministros do Supremo Tribunal Federal — especialmente Gilmar Mendes — precisam tomar cuidado com Lula da Silva, o Zumbi do Planalto, que não desencarna da Presidência. No confronto entre o palanque e a toga, o palanque sempre vence. Ainda mais no Brasil, em que a magistratura não goza de nenhuma simpatia da população, e Lula, seu principal antagonista, foi canonizado em vida — graças ao apoio das universidades, à covardia da oposição e, também, ao populismo jurídico que Gilmar Mendes tanto condena, mas também pratica. Seu enfrentamento público com Lula, por exemplo, ainda que represente uma vitória momentânea, com o recuo do ex-presidente, desgasta ainda mais o Supremo e expõe os ministros.

Lula inimputável
O próprio Gilmar Mendes já se expôs além da conta. Começando pelo fato de que não devia comparecer à casa de Nelson Jobim (outro boquirroto, que confessou ter fraudado a Constituição), sabendo que Lula lá estava. Se durante seus dois mandatos Lula se beneficiou da omissão de todas as instituições e abastardou o Brasil como e quanto quis, o que podem fazer contra ele, agora, quando não passa de um idoso doente e sem mandato? Se Lula já era inimputável quando chefiava o Executivo, e nessa condição só podia fazer o que a lei mandava, mais inimputável se torna agora, em que, como cidadão comum, só não pode fazer o que a lei proíbe. É claro que a lei proíbe qualquer um de atrapalhar a Justiça, mas como o ministro Gilmar Mendes poderá provar que Lula tentou pressioná-lo, a não ser que lhe tivesse dado voz de prisão na própria casa de Jobim? É a palavra de Gilmar contra o silêncio de Lula — o que só prejudica o ministro.

Prova disso é que Gilmar Mendes deu uma desastrada declaração ao blog “Rádio do Moreno”, do jornalista Jorge Bastos Moreno, do jornal “O Globo”. Segundo ele, o ministro informou que entrará com uma ação na Procuradoria-Geral da República “pedindo o substrato das empresas estatais que usam o dinheiro público para o financiar blogs que atacam as instituições”. Disse Gilmar: “É inadmissível que esses blogueiros sujos recebam dinheiro público para atacar as instituições e seus representantes. Num caso específico de um desses, eu já ponderei ao ministro da Fazenda que a Caixa Econômica Federal, que subsidia o blog, não pode patrocinar ataques às instituições”.

Começando pela expressão “blogueiros sujos”, foi desastrosa a declaração do ministro, o que só ajuda Lula e o PT.

Quem chama os jornalistas Luiz Nassif, Paulo Henrique Amorim e Leonardo Attuch, entre outros, de “blogueiros sujos” é o jornalista Reinaldo Azevedo, da revista “Veja” — o que é compreensível, pois se trata de uma polêmica entre colegas de profissão. Mas uma autoridade constituída jamais pode valer-se dessa linguagem vulgar, como se fosse mero ombudsman de jornal alheio e não um ministro do Supremo Tribunal Federal, cujo silêncio já é uma advertência, pois sua palavra é sempre uma sentença, mesmo quando imagina que seja uma opinião.

É claro que é indesejável o governo patrocinar blogs de partido disfarçados de imprensa livre, como são os blogs citados pelo ministro. Mas se Gilmar Mendes considera que eles estão atacando as instituições e seus representantes, que ingresse na Justiça pedindo reparação por danos morais. O que não convém é o próprio ministro procurar membros do governo para exigir que se ponha fim ao patrocínio oficial desses blogs, como se fosse papel do Supremo fazer o trabalho do Tribunal de Contas ou dos partidos de oposição com assento no Legislativo.

Já que o ministro Gilmar Mendes é tão zeloso com sua honra, a ponto de esquecer que é ministro e descer à condição de cozinheiro, digo, jornalista, por que ele não pediu o impedimento do seu colega Joaquim Barbosa, que, em plena sessão do Supremo Tribunal Federal, com transmissão ao vivo pela TV, o acusou de ter “capangas” em sua fazenda no Mato Grosso, num evidente caso de calúnia so­mado ao preconceito contra os mato-grossenses? Brigas públicas do gênero têm sido uma constante no Supremo, inclusive as que envolveram recentemente Joaquim Bar­bosa e Cezar Peluso.

E já que é para um ministro do Supremo se comportar como  ombudsman do mundo, por que Gilmar Mendes não encontrou uma maneira legal de pressionar o presidente do STJ, Ari Pargendler, que agrediu verbalmente, humilhou e demitiu um estagiário negro do tribunal, apenas porque o rapaz estava na fila de um caixa eletrônico, atrás do ministro, que se sentiu no direito escorraçá-lo feito um cachorro, num caso evidente de quebra de decoro, que talvez devesse render ao ministro a perda do cargo vitalício e bem pago? Para que serve o Conselho Nacional de Justiça, se mantém silêncio diante desse provável atentado aos direitos humanos, preferindo realizar mutirões carcerários em defesa dos direitos de latrocidas e estupradores?

Como se vê, não é fácil defender o Judiciário brasileiro (o que, aliás, já fiz em muitos artigos), pois o Executivo co­nhe­ce seus pontos fracos e sabe explorá-los como ninguém. E, quanto mais o Ju­diciário insistir em seu protagonismo, mais ficará a mercê dos predadores de instituições. Infelizmente, cada Supremo tem o Lula que merece.

O avião está caindo: controle populacional, sexo recreativo, tempestades e morte

Julio Severo
O malfadado voo 447 da Air France, que saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris, caiu depois de atravessar uma tempestade tropical fora do comum sobre o oceano Atlântico em 1 de junho de 2009.
Capitão Marc Dubois
Desde então, especialistas em aviação tentam entendem o que levou à tragédia que deixou um saldo de 228 passageiros mortos.
O maior mistério era por que o capitão não estava na cabine na hora do desastre, quando os copilotos estavam desesperados e em necessidade da presença dele. De acordo com o jornal Daily Mail de 7 de junho de 2012, parece que uma possível resposta foi encontrada.
O capitão Marc Dubois estava viajando com Veronique Gaignard, uma aeromoça da Air France que estava de folga. Ao que tudo indica, ela estava no voo apenas para fazer companhia ao capitão.
Veronique Gaignard, a companhia do capitão
Bem ao estilo do prazerosamente correto do politicamente correto, Dubois estava “se divertindo” com Gaignard, demorando para agir (ou para sair da diversão) durante a emergência. Quando ele conseguiu se desgrudar de Gaignard, já era tarde.
Marinha brasileira resgata parte dos destroços do avião da Air France
Dubois estava vivendo a filosofia do planejamento familiar. A Federação Internacional de Planejamento Familiar, fundada pela feminista socialista Margaret Sanger, prega há décadas o prazer sexual acima de tudo, inclusive acima da família, dos valores morais e da vida dos bebês — que seus especialistas chamam de consequências não planejadas. O aborto é a maior fonte de renda — e adoração — de sua indústria multibilionária.
Quando se valoriza o prazer sexual acima de tudo, nenhuma vida tem valor.
Hollywood, a maior máquina de propaganda do mundo, tem sido parceira dos planejadores da família, tendo como prioridade a exaltação do sexo sem compromisso, juntamente com a sodomia e o aborto.
A Organização das Nações Unidas, debaixo da poderosa pressão do governo dos Estados Unidos, vem há décadas trabalhando para impor a ideologia do controle populacional nas nações. Assim, cada vez mais, os povos são como Dubois, ocupando-se com “diversões” sem darem atenção à realidade e às tempestades da vida.
As famílias podem sobreviver sem a ONU e sem nações enlouquecidas por políticas anti-famílias. Mas as nações, a longo prazo, não podem sobreviver sem as famílias e seus filhos.
As nações do primeiro mundo caminham para o ocaso de suas civilizações, com uma bagagem macabra de bebês legalmente abortados aos milhões e tendo como única alternativa, diante da pirâmide demográfica invertida sobrecarregada de idosos, políticas agressivas de eutanásia. Será uma sociedade permeada de morte do começo ao fim. Uma sociedade que, por fingida compaixão, não condena à morte assassinos, mas por compaixão ideológica, condena à morte bebês em gestação e, por meio da eutanásia, doentes, deficientes e idosos.
As populações que voam no avião do controle da natalidade encontrarão tempestades previsíveis à frente. A principal é a implosão populacional, condenando nações hoje ricas a um envelhecimento e estagnação econômica inescapáveis e crescentes.
Previsões populacionais revelam que países da Europa e Japão já estão envelhecendo, e sua morte demográfica e cultural é questão de poucas décadas.
O avião europeu e japonês está caindo.
O avião russo está caindo, embora os russos estejam agora reagindo condenando políticas de homossexualismo e controle populacional.
O avião americano está atrás do avião europeu, só se salvando, minimamente, por causa da imigração, que já está alterando radicalmente sua cultura cada vez mais depravada. Ao contrário dos russos, a sociedade americana está paranoicamente se voltando contra a família e até suas bases cristãs, tendo se tornado, de longe, o maior exportador da ideologia abortista e gayzista do mundo.
O capitão Marc Dubois, rico e despreocupado, espelha muito bem os líderes europeus e americanos. Enquanto seu avião está caindo, enquanto suas famílias estão caindo, enquanto as bases morais de sua sociedade estão caindo, eles estão, como recomendou certa famosa sexóloga depravada, “relaxando e gozando”, numa alucinante viagem de tragédia que culminará com a destruição de suas vidas e as tripulações e passageiros populacionais que embarcaram com eles no voo fatal da cultura da morte.
Texto originalmente publicado no blog de Julio Severo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Nota de agradecimento

O site da Juventude Conservadora da UFSC comemora seu primeiro mês de existência. A repercussão dele está muito além de todas nossas expectativas. Foram mais de 1100 acessos em um mês! E na primeira semana do segundo mês já estamos chegando à marca de 500 acessos!
 
Muito obrigado por todos nossos leitores e colaboradores. Uma coisa é a pura verdade: sem vocês todos nada disso tudo seria possível.

Ideologia vagabunda no vestibular da UFU


Henrique Otani*

Textos de Marilena Chaui e Gabriel Chalita, de Ari Oliveira Zenha e Eric Hobsbawn, trechos retirados da Carta Maior e da não menos revolucionária Folha de São Paulo. O vestibular da Universidade Federal de Uberlândia, aplicado nesse final de semana em seis cidades e com mais de 17 mil inscritos, deixou evidente o aluno que quer selecionar.

Uma breve análise do conteúdo programático de sociologia antecipa o conteúdo do exame. Todavia, algumas das questões merecem ser analisadas com maior cautela, como a 55, que trata das improváveis diferenças entre os movimentos sociais modernos e os movimentos sindicais – esses, classificados como “tradicionais”, emergiram na década de 1970, durante o regime militar.

Em suma, há uma exaltação exagerada e mentirosa desses movimentos, uma vez que todos buscam a “ampliação da cidadania com base na supressão das desigualdades econômicas, a democratização da sociedade e o fim da opressão simbólica”. Para a alternativa correta, no entanto, a única diferença está no suprapartidarismo e multiclassismo dos movimentos sociais. De fato, a afirmativa é verdadeira: não há, de modo geral, oposição ao feminismo, homossexualismo e outros “ismos” deveras autoritários contidos na agenda do marxismo cultural, sempre financiados com verbas de grandes empresários iludidos com a falácia “progressista” desses movimentos. A revolução é cara, logo, é multiclassista. É o caso da Revolução Bolchevique: no livro “Wall Street e os Bolcheviques”, o autor documenta o financiamento capitalista da revolução.

Todavia, a contradição vai além e é facilmente demonstrada com um exemplo recente: como um movimento que busca a democracia e o fim da opressão simbólica delibera a agressão de um docente contrário ao seu ideal? O fato ocorreu com o Dr. Marcelo Hermes Lima, ameaçado ao decidir a não adesão à greve na Universidade de Brasília, e foi noticiado em matéria no site Ucho.info.

O teste 59 trata da tramitação de uma lei que visa liberar a terceirização em todos os setores de uma empresa. Segundo o texto, retirado do site Carta Maior, alguns sindicatos são contrários à liberalização nas denominadas “atividades-fim”. A lei não será aqui discutida, e sim a elaboração do enunciado. Inicialmente, há a denominação dos teóricos clássicos e, logo após, a cômica inclusão de Karl Marx em tal grupo, uma vez que “suas reflexões sobre o estado são capazes de iluminar o estudo do sistema legislativo nacional”.

O candidato se vê obrigado a analisar o assunto abordado segundo a ótica marxista, impossibilitando discordâncias. O estado em discussão é o “estado burguês”, a comissão executiva das classes dominantes, eliminando a viabilidade de uma democracia – em sua faceta representativa, onde os representantes escolhidos e suas decisões refletem os ideais daqueles que os escolheram – em um estado capitalista.

A alternativa tida como correta refere-se ao estado como a expressão da luta de classes, logo, o legislativo refletiria os interesses de setores antagônicos. No caso, o legislativo refletiria os interesses daqueles favoráveis à liberalização das terceirizações – os empresários, visando lucrar cada vez mais -, em contraponto aos trabalhadores diretos. Entretanto, não há uma discussão minuciosa do assunto, desconsiderando o que ocorre em outras nações ou até mesmo em empresas maiores no Brasil – como montadoras de veículos -, no que tange à terceirização dos setores, tornando impossível a formação de uma opinião crítica e isenta do candidato.

O último teste traz um texto da Carta Maior sobre o “esculacho” realizado no dia 12 de abril em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Os manifestantes simularam cenas de tortura e atribuíram à corte a impunidade dos atentados aos direitos humanos ocorridos durante o regime militar, uma vez que a mesma reafirmou a validade da Lei da Anistia no ano de 2010. Para o enunciado, a manifestação demonstrou que a democratização está incompleta e transcende as eleições típicas do modelo representativo e, segundo o gabarito, há movimentos sociais dispostos a cobrar uma releitura da história recente, garantindo o direito à “verdade”.

A verdade mencionada é relativa e a aplicação do exame coincide com a formação da “Comissão da Verdade”. Carente de historiadores em sua composição, sendo assim incapaz de apurar com rigor científico e isenção os casos de tortura no Brasil, cometidos entre 1946 e 1988, a comissão não conta com nenhum representante das Forças Armadas, reforçando ainda mais seu caráter unilateral. Como exposto no artigo “Promessa cumprida” de Olavo de Carvalho, a tal “verdade” buscada está escrita desde a década de 1960 e somente reforçará a “maldade da direita e a santidade da esquerda” com devida ênfase.

O movimento social abordado no teste busca essa mesma “verdade”: a história das torturas e abusos que o estado cometeu, desconsiderando os crimes – muitas vezes cometidos com maiores requintes de crueldade – da esquerda armada.

A tragicomédia vai além e há ainda, no teste 56, a flexão de gênero como manda a “importantíssima” lei – as universidades são obrigadas a flexionar gênero em diplomas de mulheres – sancionada recentemente, durante o último surto feminista de Dilma Rousseff.

Um adendo curioso: na única cidade de São Paulo em que o vestibular foi aplicado, Ribeirão Preto, ocorria a Feira Nacional do Livro. Um dos homenageados era Paulo Freire e, entre os “clássicos” vendidos, estavam João Quartim de Moraes, Marilena Chaui e até mesmo o ilustre autor de “Marli Meu Travesti”, Amaury Ribeiro Jr. Havia ainda uma livraria dedicada ao assunto, a Expressão Popular. É a tal democratização da cultura e educação, mas os valores, no entanto, eram burgueses.

Notas e referências:

No dia 1 - biologia, física, geografia, língua portuguesa, literatura e sociologia - merecem destaque também os testes 26, 56 e 57. No dia 2 - filosofia, história, inglês, matemática e química -, os testes 10, 15, 16, 19, 20 devem ser analisados com a mesma atenção.

O livro “Wall Street e os Bolcheviques” está disponível na Biblioteca Digital da Juventude Conservadora da UFSC.

Utopia esquerdista leva grevistas da UnB a marcarem dia e hora para agredir professor contrário à greve“: matéria que denunciou e evitou – graças ao compartilhamento inicial de Graça Salgueiro no Facebook – a agressão contra o Dr. Marcelo Hermes Lima.

Promessa cumprida“: artigo de Olavo de Carvalho sobre a “Comissão da Verdade”.

As fontes dos demais textos citados estão disponíveis nos exames.

O Escola Sem Partido cumpre um importante papel na denúncia de casos de doutrinação ideológica no âmbito da educação brasileira.

Texto originalmente publicado em Scientia et Veritas e Escola Sem Partido.

* É editor do site http://www.sapientiaetveritas.com/.  

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Maconheiros no campus da UFSC

Antonio José de Pinho
Num dia desses, eu saía do restaurante universitário da UFSC, e recebi um panfleto. Ao olhá-lo leio: “Marcha da maconha, vamos legalizar? Legalizada pelo STF.” Na hora o sangue me subiu à cabeça e encarei o sujeito que estava cometendo este crime. Em tom alterado de voz, falei que isso é veneno, que é crime, e outras coisas que as normas da etiqueta me impedem de escrever, mas que o leitor deve imaginar. O cara ficou sem reação. Simplesmente não teve a coragem de argumentar comigo sobre o quão belo é fumar maconha e consumir outras drogas. Não argumentou, porque a mentira e o crime não sabem usar a lógica. Mentirosos geralmente não sabem argumentar, não conhecem a arte platônica da dialética, por meio da qual chegamos à verdade, com o uso da lógica e da razão, por meio do diálogo. A arma dos mentirosos é a mentira deslavada. Quando a mentira não pega, o plano B é inevitavelmente a violência.
O marxismo conhece isso bem. Quando as mentiras de seus revolucionários não colam, pegam nas armas, e matam todos de discordam do partidão vermelho. É sempre assim.
Ao me distanciar daquele maconheiro, logo liguei para a polícia e falei com a guarda do campus, como o primeiro que recebeu esse panfleto deveria ter feito e não fez. Não deu tempo de a polícia chegar – e no fim ela nem veio. Os caras eram uns covardes. Ficaram com medo da minha reação, tanto que dez minutos depois voltei, para ver se a polícia chegaria, e os maconheiros tinham ido sem deixar rastro. Fiz o que achei certo, confesso que na hora nem pensei, pois havia  o risco de eu ter sido agredido por eles. Fiquei tão indignado que logo fui para cima e falei a verdade na cara do fulano.
Creio que a verdade venceu a mentira naquele dia, como é sempre. No fim de tudo nesse mundo, ao final do baile, as máscaras caem e só sobra a verdade nua e crua. A máscara do nazismo caiu, a do comunismo caiu, a do Bush caiu, a do Obama caiu. As máscaras dos maconheiros e do gayzismo também vão cair. Ou melhor, já caíram.     
Coleman, no livro O comitê dos 300, fala da relação da Nova Ordem Mundial com a total liberação das drogas. Está tudo dentro da mesma agenda revolucionária. A total liberação das drogas vai ocorrer nas próximas décadas. Uma população com altas taxas de drogados é facilmente manipulada. O alcoolismo na União Soviética tinha o mesmo efeito – o álcool como arma psicológica de dominação do povo.
Um sujeito preso a um vício, não vai ter mente a se preocupar em se revoltar contra um governo autoritário. Os comunistas sabem disso, tanto que todos os partidos comunistas, de PSOL e PSTU a PT, defendem religiosamente a mesma cartilha: droga e sexo para todos. Uma população amarrada ao vício do sexo e das drogas está totalmente domesticada e submissa. A verdadeira liberdade é justamente o contrário, a velha e boa fórmula socrática: a temperança. “Nossa! Temperança, que palavra é essa?” deve alguém agora se perguntar. De fato, na minha vida toda, nunca vi uma pessoa perto de mim usá-la. Temperança virou um arcaísmo no vocabulário da língua portuguesa. Portanto, convido todos que me lêem a irem ao Aurélio ou ao Houaiss, e darem uma estudada nos vários sentidos desta sagrada palavra. Ela tem que ressuscitar do reino dos mortos vocábulos. Se sei o que é temperança, devo isso a leituras de Platão.    
Ah! E a marcha da maconha? A data que estava no panfleto já passou, e onde estão os maconheiros? Não vi nenhuma grande passeata de maconheiros lutando por seus “direitos”. Ao contrário do STF, o povo desse país ainda é conservador e pensa certo sobre esse assunto.
Em vez de marcha da maconha, façamos uma marcha pela cultura nacional, para que esse povo receba do Estado uma educação pública de verdade. Está na hora.     
Texto originalmente publicado em Cibercrônicas

terça-feira, 5 de junho de 2012

PT volta-se novamente contra a impressa livre

Ministro nega que decreto proibirá aluguel de horário na TV
Venceslau Borlina Filho 

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) negou nesta segunda-feira (4) que o decreto que criará novas regras às concessões de rádio e TV no país vai proibir o aluguel de horários na programação das empresas.
A minuta do decreto, obtida pela Folha e divulgada neste domingo, informava em um dos artigos que "é vedada a cessão ou arrendamento, total ou parcial, da outorga de serviço de radiodifusão". 

Evangélicos querem vetar proibição de aluguel de horários na TV
Dilma quer acabar com aluguel de horário na TV

Bernardo disse que o governo não reconhece o documento porque o assunto não está em pauta e que a proibição só poderia ocorrer por meio de projeto de lei. Questionado, o ministro não respondeu se o governo prepara um projeto de lei sobre o assunto.

O ministro afirmou ainda que determinou a aceleração da divulgação, para consulta pública, da minuta do decreto.

"Queremos publicá-lo ainda nesta semana. O que estamos fazendo agora é atualizar as normas, sendo que a principal tem 50 anos", disse.

O ministro esteve no Rio para visitar as instalações da empresa de telefonia Oi no Riocentro onde acontece de 20 a 22 de junho a Rio +20 (conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável).

Ontem, representantes dos evangélicos no Congresso disseram o governo enfrentará a oposição das denominações religiosas se proibir o aluguel de canais e horários.

As igrejas evangélicas figuram entre os principais beneficiários da atual legislação de telecomunicações, que não proíbe de forma explícita o aluguel de horários nas grades de programação das emissoras de TV.

Fonte: Folha